09 março 2026

Etapismo e neodesenvolvimentismo

Duas faces da mesma moeda podre


Está em voga a vertente oportunista de esquerda que ressuscita e combina duas velhas conhecidas da história da colaboração de classes: etapismo e neodesenvolvimentismo. Utilizando-se de uma fraseologia radical, o oportunismo busca disfarçar o conteúdo pequeno-burguês das suas proposições.  Sua principal inspiração para o resgate desse ideário tem relação com a potência em ascensão no sistema imperialista, a China, liderada por um partido que ainda conserva o nome de comunista.

No Brasil a receita poderia ser resumida dessa forma: maior presença do Estado no planejamento e em setores chaves da economia, incremento dos investimentos em ciência, tecnologia e indústria, fatores que, segundo esse receituário, proporcionariam condições para um novo ciclo de desenvolvimento das forças produtivas no país. Logicamente o programa neodesenvolvimentista só poderia ser levado a cabo com a participação da burguesia e a colaboração das classes exploradas.

Isso implicaria necessariamente em uma etapa do que esses farsantes chamam de "revolução brasileira", uma etapa nos marcos do capitalismo. Essa etapa, segundo dizem, necessária para o desenvolvimento das forças produtivas no contexto de uma economia atrasada, dependente, seria o máximo que a correlação de forças desfavorável aos trabalhadores permitiria. Retornam, nesse aspecto, às elaborações etapistas e colaboracionistas do movimento comunista internacional consagradas, em 1935, pela tese frente populista de Georgi Dimitrov no 7º congresso da Terceira Internacional Comunista(IC) e vigentes por várias décadas após a dissolução da IC em 1943.

Não foram suficientes as capitulações e derrotas do movimento operário enquanto perdurou essa tese colaboracionista batizada de "frente popular", nem que processos revolucionários no período imediato do pós Segunda Guerra, como os ocorridos na Grécia, Itália, França, por exemplo, fossem enterrados pela aplicação obediente dos PC"s das orientações emanadas por Moscou. Para esses sacripantas, mascarados de "revolucionários radicais", basta revestir o velho projeto frente populista, desmoralizado e derrotado na história da luta de classes, com uma roupagem esquerdista, para que ele seja novamente palatável.

Entre outros enganos, imaginam transplantar para o nosso capitalismo periférico e dependente o modelo chinês, que, por sua vez, foi resultado da restauração capitalista naquele país, ocorrida após a derrota do regime de transição ao socialismo instaurado com a grande Revolução chinesa de 1949, portanto, em condições muito específicas e totalmente distintas das brasileiras, que permitiram, em poucas décadas, um acelerado desenvolvimento da China enquanto potência capitalista emergente em condições para disputar a hegemonia no sistema imperialista mundial com os EUA.

Essa nova vertente oportunista/revisionista, a despeito dos arroubos discursivos típicos da pequena-burguesia, não terá qualquer escrúpulo em se juntar com facções burguesas nas eleições ou no exercício do governo, assim como, em se colocar no campo de um dos lados da disputa interimperialista em curso no mundo. 

 


24 janeiro 2026

Saudamos o 22º Congresso do KKE*


Apresentamos um pequeno trecho das Teses do Comitê Central do KKE (Partido Comunista da Grécia) dirigidas ao seu 22º Congreso, que será realizado de 29 a 31 de janeiro de 2026.

Introdução                                                                                                   

Acolhemos o 22º Congresso do KKE com responsabilidade, orgulho e um otimismo combativo e realista pela justa causa da nossa luta, apresentando o nosso Programa por uma vida sem exploração ou guerras imperialistas, com dignidade e bem-estar social, como convém às necessidades atuais da classe trabalhadora, das outras forças populares e da juventude, como convém ao século XXI.

Há um ano, quando entrávamos na reta final rumo ao 22º Congresso, o Comitê Central do KKE submeteu prontamente resoluções para debate em todo o Partido, abordando os desdobramentos nas frentes da guerra imperialista e nossas tarefas, o curso da construção do Partido e do KNE (Juventude Comunista), o trabalho ideológico e político do Partido, o rumo do Rizospastis (revista do KKE) e as conclusões de nossas ações no âmbito do movimento operário e sindical e das lutas de nosso povo. Essas resoluções do Comitê Central foram essenciais para a preparação, para uma assimilação mais profunda das avaliações e conclusões críticas, a fim de melhor compreender as condições em que atuamos e cumprir o propósito da existência do Partido: como vanguarda ideológica e política, guiando a classe trabalhadora no cumprimento de sua missão histórica — a libertação da classe trabalhadora das correntes da exploração capitalista e a construção da nova sociedade socialista-comunista.

As teses publicadas do 22º Congresso destacam aspectos essenciais e incorporam o rico debate que o precedeu em diversas assembleias gerais das organizações de base do Partido na Grécia e no exterior. Através do debate pré-Congresso e dos trabalhos do próprio Congresso, esperamos que o nosso Partido dê mais um passo significativo e decisivo no desenvolvimento das suas características revolucionárias contemporâneas.

O tema central do 22º Congresso é o PARTIDO. O Partido, cujo funcionamento e estado de suas forças devem estar plena e rapidamente alinhados com seu programa e estatutos revolucionários, para que se torne verdadeiramente um "Partido que atua em todas as circunstâncias", um "Partido pronto para tudo", não como um slogan ou um objetivo geral, mas como um objetivo refletido em suas ações e contribuições diárias, despertando a consciência da classe trabalhadora e do povo, e liderando a luta do nosso povo pelo socialismo. A capacidade e a prontidão do nosso Partido estão relacionadas não apenas à sua preparação estratégica e programática, mas também à sua ação política e organizacional nas condições atuais, em uma unidade indissolúvel.

09 janeiro 2026

A CONJUNTURA INTERNACIONAL E NACIONAL E AS PERSPECTIVAS NA LUTA PELO SOCIALISMO!




A CONJUNTURA INTERNACIONAL E NACIONAL E AS PERSPECTIVAS NA LUTA PELO SOCIALISMO!

1 – O Encontro Comunista, cujos objetivos e princípios constam de documento anexo, dirige-se às forças políticas e militantes revolucionários, neste início de ano, no sentido de apresentar seu balanço da atual conjuntura internacional e nacional e as perspectivas em relação ao complexo ano que se inicia.

2 – A crise mundial do capitalismo continua sua trajetória iniciada por volta de 2008, dando sinais que tendem ao agravamento das contradições desse sistema, como o baixo patamar de taxa de lucro, a desaceleração da economia e o endividamento global. Uma das consequências mais dramáticas desse contexto geral de crise é o aumento da mais-valia, pelo fato do capital se empenhar cada vez mais na retirada de direitos e conquistas e no rebaixamento salarial, com a correspondente deterioração das condições de vida do proletariado.   

3 – Essa ofensiva é facilitada, na maioria dos países, pela decadência e degeneração política e ideológica dos partidos que se proclamam comunistas, o que se reflete no movimento sindical e popular. O reformismo e o revisionismo já são hegemônicos no Movimento Comunista Internacional, o que nos leva a contribuir, dentro de nossas possibilidades e com autonomia, para a reconstrução e o fortalecimento do campo revolucionário que resiste em seu interior. 

4 – Para garantir o êxito desta ofensiva, as burguesias nacionais tiram do seu armário suas armas mais eficientes para enfrentar a crise de acumulação do capital. Uma delas é o recurso a governos de extrema direita com características do fascismo, a criatura mais agressiva do capitalismo, que só será uma lembrança histórica quando seu criador for esmagado pelo proletariado.

5 – Entretanto, para se impor dominante nos dias de hoje, a ditadura do capital em muitos casos não precisa recorrer a golpes de estado, armados ou não, nem implantar assumidamente um regime fascista. A democracia burguesa tem sido o melhor instrumento para o exercício pleno de sua hegemonia, inclusive pela submissão dos governos de conciliação de classes, sempre favoráveis ao capital.

15 outubro 2025

Palestina. Declaração Conjunta das Organizações da Resistência

15/10/2025

Hamas, Jihad Islâmica Palestina e Frente Popular para a Libertação da Palestina: Rejeitamos veementemente qualquer tutela estrangeira sobre Gaza.



Ó nosso nobre povo palestino:

Em vista do anúncio da primeira fase do acordo para interromper e pôr fim à guerra de genocídio e das negociações maratonas que as organizações empreenderam para alcançar essa conquista nacional, as três organizações estendem uma saudação de honra e reverência às massas do nosso grande povo, especialmente ao nosso povo na Faixa de Gaza, que enfrentou os crimes sionistas mais atrozes com firmeza e determinação lendárias.

Saudamos também todos os mártires e prisioneiros, suas famílias, as famílias dos desaparecidos e todas as crianças, mães, jovens, idosos e pessoas deslocadas que permaneceram firmes em suas terras, apesar das tragédias, do genocídio, da fome, dos massacres, do sofrimento do deslocamento e das agonias de viver em meio à destruição dos elementos básicos da vida cotidiana. Afirmamos que sua firmeza é um símbolo vivo da vontade e da determinação inabalável do nosso povo, e a prova de que sua vontade é mais forte do que qualquer máquina sionista de destruição.

A resiliência dos combatentes da resistência e de todo o nosso povo, incluindo equipes médicas, de ambulância e de defesa civil, jornalistas, deslocados e outros, frustrou os planos de deslocamento e desenraizamento e registrou uma lição imortal de firmeza e desafio que permanecerá gravada nas páginas mais brilhantes da história palestina. As cenas de tirar o fôlego dos nossos deslocados retornando à Cidade de Gaza e as aglomerações em suas ruas, acampamentos e becos destruídos são nada menos que a personificação da vontade de um povo que rejeita a migração forçada e insiste em retornar e viver em sua terra, apesar da imensa destruição.

01 outubro 2025

Manifesto do Encontro Comunista



                         Encontro Comunista

Reconstruir o movimento comunista no Brasil inserido na classe, com independência proletária e em luta sem trégua contra o capitalismo, as potências imperialistas e o oportunismo!

Um conjunto de coletivos, organizações e militantes comunistas vem debatendo e trocando experiências com o objetivo de contribuir para pavimentar o caminho da luta revolucionária no Brasil, sob a firme perspectiva dos interesses e princípios proletários.  

O compromisso principal assumido pelos participantes do Encontro Comunista é o empenho coletivo para a construção de um campo revolucionário, sem hegemonismos, autoproclamações, formalismos ou decisões administrativas, mas enraizado na classe operária e em luta junto a ela. Para isso, o estabelecimento de princípios, em nítida demarcação política contra o oportunismo que corrói a luta proletária, é fundamental, apesar de sabermos que estes só se tornarão realidade se formos capazes de colocá-los em prática. 

Como resultado de nosso debate, decidimos consensualmente construir pontos de unidade para avançarmos o debate franco, aberto, paciente e respeitoso, não apenas entre nós mas com aqueles que se identifiquem com nossos objetivos principais, entre os quais a aproximação de nossas práticas e o aprofundamento de nossa compreensão e atuação na luta de classes, a partir de unidade de ação.  

Temos ciência de que o Encontro Comunista que resultou nos princípios a que chegamos a consenso é modesto, do ponto de vista do peso político, e que será fundamental buscar o diálogo com mais organizações, coletivos e militantes comunistas em nosso país que considerem os princípios gerais a que chegamos até o momento, um primeiro passo para contribuir na construção de um campo revolucionário.

Nossa iniciativa e nosso convite ao debate e à luta comum se dão em um dos momentos mais dramáticos das últimas décadas, tanto na esfera internacional - levando em conta a escalada das contradições e disputas interimperialistas, sob risco iminente de guerras regionais e mundiais - como no âmbito nacional, numa conjuntura marcada por intensas disputas interburguesas, uma ofensiva contra as classes trabalhadoras e uma degeneração prática e ideológica da maioria das organizações que se declaram de esquerda, ou até mesmo comunistas, e do movimento de massas em geral, além da falta de debate e de unidade de ação das forças efetivamente revolucionárias. 

Mas apesar dessa atual correlação de forças desfavorável, acreditamos que somente com a construção de um campo revolucionário comprometido e inserido na classe operária, as lutas populares e proletárias alcançarão conquistas e acumularão forças para a derrota do seu inimigo de classe e derrubada do capitalismo. Levantar a bandeira vermelha da luta proletária, contra a burguesia, seus governos, e todos os países imperialistas, sem ilusões, eis nossa tarefa fundamental!   

Assim sendo, submetemos esses princípios à apreciação dos que se identifiquem com os objetivos e fundamentos desta iniciativa, para avançarmos em nosso próprio debate e darmos partida a essa iniciativa, ou seja, a retomada de um instrumento revolucionário a serviço do proletariado no Brasil, rumo à Revolução Socialista e ao Comunismo:

1.⁠ ⁠Crítica e combate ao imperialismo e às potências capitalistas dominantes no mundo todo. Nenhuma ilusão com o “socialismo de mercado” chinês ou com possíveis alianças com blocos ou países imperialistas/capitalistas.

2. Compreensão do capitalismo como modo de produção plenamente estabelecido no Brasil, apontando o caráter socialista do processo revolucionário brasileiro. 

3. Caracterização do governo petista Lula-Alckmin como governo a serviço da burguesia a ser denunciado e combatido. 

4. Crítica e combate intransigente às posições reformistas e oportunistas, por serem posições burguesas que manipulam e disputam a classe operária e as classes dominadas.

5. A afirmação da classe operária como classe fundamental e dirigente da revolução, em aliança com os demais explorados e oprimidos comprometidos com a superação do capital, e da necessidade de sua independência e autonomia na luta de classes. 

6. Afirmação da necessidade de apoio, estímulo e participação concreta nas lutas existentes, a partir dos pontos anteriores, para além dos limites da institucionalidade burguesa, buscando articulá-las e desenvolvê-las politicamente com base em nossos princípios comuns. 

7. Buscar construir a mais ampla unidade de ação em torno dos interesses objetivos da classe operária e das classes dominadas na luta contra nossos inimigos de classe.

8. A afirmação do marxismo-leninismo e da perspectiva revolucionária como caminho para a reconstrução do campo proletário em nosso país, pela derrubada do capitalismo e construção do Socialismo, rumo ao Comunismo.

9. A defesa intransigente e a prática do internacionalismo proletário como princípio comunista, o que significa a solidariedade aos povos em luta contra o capital e o imperialismo e a articulação com o campo proletário e comunista internacional.

10. A disposição dos participantes, a partir dos princípios elencados acima, para o debate franco, aberto, honesto e sem sectarismo.

29 de setembro de 2025

Contato: encontrocomunista@protonmail.com

02 setembro 2025

Como Forjar um Partido Bolchevique*

 Ossip Piatnitsky



As formas bolcheviques e social-democratas de organização do Partido

     Até 1905 não houve na Rússia czarista eleições nem campanha eleitoral. Nem os camponeses nem os operários participavam das eleições dos zemstvos ou das municipalidades urbanas. Não possuíam o direito de voto. Depois de 1905, quando, em razão das eleições para a Duma se elaboraram condições especiais para os operários, foram criadas divisões especiais e os operários votavam por empresa e por fábrica.

     Uma situação ilegal de todos os partidos até 1905, uma ausência de campanhas eleitorais e ao mesmo tempo (o qual é essencial) uma posição justa dos bolcheviques na questão da organização do Partido (o recrutamento para o Partido de operários de fábricas e de empresas, a criação de círculos de estudos políticos e gerais, tais foram na Rússia czarista as particularidades da formação do Partido bolchevique. A situação ilegal do Partido bolchevique, além das razões já mencionadas, o impulsionava a criar os grupos do Partido nas empresas, pelo fato de que era mais fácil e cômodo militar. A edificação do Partido começou, pois, nas fábricas e nas empresas. Isso deu brilhantes resultados, tanto nos anos de reação e depois da revolução de fevereiro como, particularmente, no curso da revolução de outubro, em 1917, da guerra civil e da grande construção do socialismo.

     Durante a reação, depois de 1908, quando os comitês locais do Partido e sua direção (o Comitê Central) eram aniquilados periodicamente, nem por isso sua base deixava de se manter firme nas fábricas e empresas. As células do Partido continuavam a ação. Depois da revolução de fevereiro, as eleições dos sovietes de deputados operários também eram realizadas por fábrica e por empresa. É importante destacar que as eleições para as dumas das cidades e bairros e para a Assembleia Constituinte tinham lugar não por empresa, mas por domicílio dos eleitores. Mesmo assim, depois das revoluções de fevereiro e de outubro o Partido bolchevique obteve os mesmos êxitos apesar de não ter organizações de bairro e de concentrar sua agitação nas empresas e nos quartéis. As células, os comitês de zona, e os comitês de cidade fizeram a campanha eleitoral sem constituir organizações especiais para as eleições por bairro. O Partido Bolchevique sempre tinha suas organizações de base no local de trabalho de seus membros.

23 agosto 2025

Sobre o direito das nações à autodeterminação

Lenin
08/1915

"Não pode ser livre um povo que oprime outros povos" (Marx e Engels). Não pode ser socialista um proletariado que admite a mínima violência da "sua" nação sobre outras nações.
 



A mistificação mais comum do povo pela burguesia na presente guerra é o encobrimento dos seus objetivos de pilhagem com a ideologia da "libertação nacional". Os ingleses prometem a liberdade à Bélgica, os alemães à Polônia, etc. Na realidade, como vimos, esta é uma guerra entre os opressores da maioria das nações do mundo pelo reforço e o alargamento dessa opressão.

Os socialistas não podem alcançar o seu grande objetivo sem lutar contra toda a opressão das nações. Por isso eles devem obrigatoriamente exigir que os partidos sociais-democratas dos países opressores (particularmente das chamadas "grandes" potências) reconheçam e defendam o direito das nações oprimidas à autodeterminação, e precisamente no sentido político da palavra, isto é, o direito à separação política. Um socialista de uma nação que seja uma grande potência ou possua colônias que não defende esse direito é um chauvinista.

31 julho 2025

Camarada Almir Fernandes, presente!


Almir Fernandes, o primeiro à esquerda, inauguração do Centro Cultural Octavio Brandão, 2003.

Faleceu, no dia 12 de julho, aos 65 anos, de causas naturais, nosso camarada Almir Fernandes, deixando esposa, filhos e netos. 

Almir iniciou sua militância participando das lutas dos funcionários da Light, empresa onde trabalhava. Filiado ao então Sindicato dos Eletricitários e Gasistas, atuou em todas as grandes mobilizações da categoria a partir da greve de 1984. Sua presença ativa em assembleias, piquetes e nos comandos de greve ficaram registradas na memória dos seus companheiros. Nessa época, ingressou na Convergência Socialista e depois no PSTU, partido com o qual romperia no final dos anos noventa.

Demitido após a privatização da Light, Almir abraçou a carreira de professor. Aprovado no concurso público, passou a atuar nas lutas da sua nova categoria, junto ao Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE-RJ). Reconhecido por alunos e colegas professores pela sua dedicação e liderança, Almir foi eleito diretor de escola. Prestes a se aposentar, nosso camarada enfrentava mais uma luta, desta vez contra as protelações e exigências descabidas no seu processo de aposentadoria.

Mas o vascaíno Almir não esmorecia facilmente, seguia firme nas suas convicções antirracistas e revolucionárias. Mesmo  nos últimos anos enfrentando problemas de saúde, ele militava conosco no CCP, panfletava o boletim "Papo Reto", debatia nas reuniões sobre a necessidade, dificuldade e possibilidade de construirmos a ferramenta essencial para a revolução socialista: um  partido comunista proletário.

Honrando sempre todos os combatentes pela revolução proletária, seguiremos na luta camarada Almir Fernandes!

 



25 abril 2025

CCP Informa

 

Boletim nº 01, 2025.

PAPO RETO


    Aumentos de preços estão devorando os salários!

O primeiro trimestre do ano foi repleto de aumentos de preços generalizados, que atingem os alimentos, passagens, tarifas de água, energia, além de vários outros. Os salários dos trabalhadores, que já são muito baixos, sofrem rápida desvalorização frente a alta do custo de vida. Enquanto os empresários garantem gordos lucros, quem vive do seu trabalho amarga sérias dificuldades.



Hoje em dia metade dos trabalhadores está no chamado mercado informal, nem mesmo as garantias mínimas da carteira assinada eles têm. Seus ganhos também são insuficientes para acompanhar a subida dos preços. A verdade é que todos os trabalhadores, sejam assalariados ou informais, sofrem com a brutal exploração capitalista.

A voracidade dos aumentos de preços se deve ao sistema econômico e político que só presta para garantir lucros para as grandes empresas. Governo, parlamento e judiciário formam um Estado carcomido, envolvido em todo tipo de corrupção e bandalheira. Desses não podemos esperar nenhuma solução, pelo contrário, suas ações tem como principal objetivo manter o povo trabalhador cativo da exploração capitalista.

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Privatizações não resultaram

 em qualidade e baixo custo


Foi propaganda enganosa! Todo o discurso martelado pela mídia, ao longo das últimas três décadas, sobre as vantagens em transferir para a inciativa privada serviços públicos essenciais está mais do que desmoralizado, desmentido que foi pelos fatos.

Os problemas frequentes enfrentados no dia a dia da população, como: transportes caros, lentos e superlotados, apagões, falta de água e saneamento, insuficiências graves nas áreas da saúde e educação, são reflexo da entrega das empresas estatais e dos serviços essenciais para grandes empresas privadas que visam apenas lucrar às custas do povo.

Serviços públicos são obrigação do Estado que recolhe impostos justamente para custeá-los. Mas o Estado no Brasil é dominado pela classe dominante (burguesia), classe que faz o que bem entende no país. Administra mal e sucateia o patrimônio público para depois se apossar dele através das privatizações e impor tarifas absurdas!

Tanto o governo atual (Lula-Alckmin), como os bolsonaristas, defendem e praticam a privatização das empresas estatais e dos serviços que deveriam ser públicos e gratuitos. Ambos representam facções da classe dominante, são meros gerentes do Estado capitalista. Não se iluda, Lulismo e bolsonarismo são inimigos do povo trabalhador.

Apenas reclamar pelos cantos não adianta. Só mesmo nos organizando para lutar contra o poder tirânico dos grandes monopólios empresariais e dos seus políticos lacaios, é que poderemos dar um fim ao ciclo interminável de roubalheiras e exploração a que estamos submetidos.

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Guerra, genocídio e decadência: o capitalismo por trás de tudo.


O primeiro quartel do século XXI mostrou, de forma nítida, que os sinais de retrocesso social e econômico vêm se aprofundando. A concentração absurda da riqueza nas mãos de uns poucos, o aumento da fome, das guerras, dos genocídios, as políticas de extermínio praticadas por forças policiais e narcomilicianas, não deixam dúvidas sobre o rumo nefasto que vem sendo trilhado pela humanidade.

Informações atualizadas dão conta que os 10% mais ricos da população mundial ficam com mais de 50% de toda a renda, enquanto os 50% mais pobres recebem apenas 5%. Esse abismo social está na raiz de todos os problemas. Guerras e atrocidades são cometidas pelos Estados que defendem os privilégios dessa minoria e os interesses dos seus monopólios empresariais espalhados pelo mundo.

O genocídio que Israel está fazendo na Palestina não é obra do acaso, ou da insanidade de um governante, por mais insano que ele possa ser. O que move essa e outras tantas barbaridades pelo mundo são os interesses expansionistas e disputas acirradas entre as principais potências pela supremacia no sistema imperialista.

Tudo isso nos indica que o risco de uma Terceira Guerra Mundial, inclusive com uso de armas nucleares, é uma ameaça real que paira sobre a humanidade enquanto perdurar o capitalismo.

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Redução da jornada de trabalho é possível e necessária.


O Brasil tem uma das maiores jornadas de trabalho do mundo, aqui a legislação diz que a jornada máxima semanal é de 44 horas e garante apenas uma folga na semana. Em consequência, grande parte da classe trabalhadora está submetida ao regime 6x1, o que impede o descanso necessário, ter tempo para cuidar da família, da moradia, dos estudos e dos assuntos pessoais.

Vários projetos de lei tratando dessa matéria já foram apresentados ao Congresso e o desfecho é sempre o mesmo, acabam rejeitados ou engavetados. Somente um movimento vigoroso da classe trabalhadora, fazendo grandes manifestações e greves, poderia ter força necessária para obrigar essa cambada de deputados e senadores, serviçais do grande empresariado, a votar um projeto de redução da jornada e que garanta pelo menos duas folgas semanais.

Movimentações incipientes, convocadas pelas redes sociais, sem inserção efetiva no proletariado, visam apenas promover figuras e partidos com objetivos eleitoreiros. Apostam em negociar com governo, congresso e STF dominados pela burguesia e seus lacaios, certamente estarão fadados ao fracasso.

O que está em jogo são as condições de vida dos trabalhadores e suas famílias, isso é coisa séria. Somente a unidade e mobilização efetiva da classe podem conquistar a redução da jornada de trabalho contra a exploração patronal.


Poder Proletário, Paz e Socialismo!

Coletivo Comunista Proletário - CCP


Contatos: ccpcoletivo@proton.me






22 abril 2025

Marxismo e Reformismo

Lenin



Os marxistas, diferentemente dos anarquistas, reconhecem a luta por reformas, isto é, por melhorias na situação dos trabalhadores que deixam como antes o poder nas mãos da classe dominante. Mas, ao mesmo tempo, os marxistas travam a luta mais enérgica contra os reformistas, que direta ou indiretamente limitam as aspirações e a atividade da classe operária às reformas. O reformismo é um engano burguês dos operários, que permanecerão sempre escravos assalariados, apesar de determinadas melhorias, enquanto existir a dominação do capital.

A burguesia liberal, dando reformas com uma das mãos, retira-as sempre com a outra, reduzindo a nada, utiliza-as para subjugar os operários, para os dividir em diversos grupos, para perpetuar a escravidão assalariada dos trabalhadores. Por isso o reformismo, mesmo quando é inteiramente sincero, transforma-se de fato num instrumento de corrupção burguesa e enfraquecimento dos operários. A experiência de todos os países mostra que, confiando nos reformistas, os operários foram sempre enganados.

Pelo contrário, se os operários assimilaram a doutrina de Marx, isto é, tomaram consciência da inevitabilidade da escravidão assalariada enquanto se conservar a dominação do capital, então não se deixarão enganar por nenhumas reformas burguesas. Compreendendo que, conservando-se o capitalismo, as reformas não podem ser nem sólidas nem sérias, os operários lutam por melhorias e utilizam as melhorias para continuarem uma luta mais tenaz contra a escravidão assalariada. Os reformistas procuram dividir e enganar os operários com esmolas, afastá-los da sua luta de classe. Os operários, conscientes da falsidade do reformismo, utilizam as reformas para desenvolver e alargar a sua luta de classe.

Quanto mais forte é a influência dos reformistas sobre os operários tanto mais fracos são os operários, tanto mais dependentes da burguesia, tanto mais fácil é para a burguesia reduzir as reformas a nada por meio de diversos subterfúgios. Quanto mais independente e profundo, quanto mais amplo pelos seus objetivos for o movimento operário, quanto mais livre ele for da estreiteza do reformismo, tanto melhor os operários conseguirão consolidar e utilizar as melhorias isoladas.

Trecho do artigo "Marxismo e Reformismo" de 1913.

Neste 22 de abril de 2025, celebramos 155 anos do nascimento de Vladimir Ilyich Ulianov, o Lenin.

18 fevereiro 2025

Genocídio Palestino: Divisão de tarefas entre Democratas e Republicanos em prol de Israel

Barbárie sionista em Gaza.


Desde 08/10/2023, Israel vem promovendo o maior genocídio jamais tentado ou perpetrado contra o povo palestino.

Nos últimos 15 meses foram despejadas mais de 85 mil toneladas de bombas¹ sobre Gaza, um pequeno território densamente povoado. Esta quantidade de bombas equivale a 6 bombas atômicas como a que caiu sobre Hiroshima.

Desde o início deste massacre indiscriminado de mulheres, homens, crianças e idosos, foram propostas na ONU 12 resoluções de cessar fogo que foram rejeitadas pelos EUA². Apenas depois de mais de 186 mil mortos³, segundo a Carta Capital, de incontáveis mutilados e feridos, depois de Gaza ter sido transformada numa pilha de escombros, os EUA aceitaram a resolução de cessar fogo apresentada em 20/11/2024.

05 dezembro 2024

Projeto da prefeitura é contra os professores

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro,  é inimigo declarado da educação pública há muito tempo. Agora faz novos ataques contra os professores, retira conquistas de décadas e não faz concurso para repor o quadro. Como todo gestor burguês, seu projeto é privatizar ao máximo possível os serviços públicos essenciais para população, terceirizando, entregando para empresas e reduzindo a oferta desses serviços.

Ele conta com seus capachos na Câmara de Vereadores para aprovar em definitivo o PLC 186/2024 que viabiliza esses ataques contra a educação pública municipal. O prefeito e os vereadores que o apoiam se elegem mentindo descaradamente, dizem na campanha defender os serviços e servidores públicos, mas fazem justamente o contrário. Para derrotar essa corja o caminho é a organização e a luta, unificando com as demais categorias sem dar trégua aos inimigos da educação.

A greve da rede municipal é necessária e justa, merece todo o nosso apoio!



Coletivo Comunista Proletário - CCP 

14 novembro 2024

Marxismo e Revisionismo*

Lenin **

No domínio da política, o revisionismo tentou rever o que realmente constitui a base do marxismo, ou seja, a teoria da luta de classes. A liberdade política, a democracia, o sufrágio universal, destroem a base da luta de classes – diziam-nos os revisionistas – e desmentem o velho princípio do Manifesto Comunista de que os operários não têm pátria. Uma vez que na democracia impera a “vontade da maioria”, não devemos ver no Estado, segundo eles, o órgão da dominação de classe, nem negar-nos a entrar em alianças com a burguesia progressista, social-reformista, contra os reacionários.


Lenin fala em comício do Partido Bolchevique.

É indiscutível que estas objeções dos revisionistas se reduziam a um sistema bastante coerente de concepções, a saber: as sobejamente conhecidas concepções burguesas liberais. Os liberais disseram sempre que o parlamentarismo burguês suprime as classes e as diferenças de classe, visto que todos os cidadãos, sem exceção, têm direito de voto e de intervir nos assuntos do Estado. Toda a história da Europa na segunda metade do século XIX e toda a história da revolução russa, em princípios do século XX, demonstram como são absurdas tais concepções. Com as liberdades do capitalismo “democrático”, as diferenças econômicas, longe de se atenuarem, acentuam-se e agravam-se. O parlamentarismo não elimina, antes põe a nu, a essência das repúblicas burguesas mais democráticas como órgãos de opressão de classe. Ajudando a esclarecer e educar parcelas de população incomparavelmente mais extensas do que as que antes participavam de modo ativo nos acontecimentos políticos, o parlamentarismo prepara assim, não a supressão das crises e das revoluções políticas, mas a maior agudização da guerra civil durante essas revoluções. Os acontecimentos de Paris, na Primavera de 1871, e os da Rússia, no Inverno de 1905, mostraram, com excepcional clareza, como esta agudização se produz inevitavelmente. A burguesia francesa, para esmagar o movimento proletário, não vacilou nem um segundo em pactuar com o inimigo de toda a nação, com as tropas estrangeiras que tinham arruinado a sua pátria. Quem não compreender a inevitável dialética interna do parlamentarismo e da democracia burguesa, que conduz a solucionar a disputa pela violência de massas de modo ainda mais brutal do que anteriormente, jamais saberá desenvolver, na base desse parlamentarismo, uma propaganda e uma agitação consequentes do ponto de vista dos princípios, que preparam verdadeiramente as massas operárias para participarem vitoriosamente em tais “disputas”. A experiência das alianças, dos acordos, dos blocos com o liberalismo social-reformista no Ocidente e com o reformismo liberal (democratas-constitucionalistas¹) na revolução russa, demonstrou, de maneira convincente, que esses acordos não fazem senão embotar a consciência das massas, não reforçando, mas debilitando o significado real da sua luta, unindo os lutadores aos elementos menos capazes de lutar, aos elementos mais vacilantes e traidores. O "millerandismo"² francês – a maior experiência de aplicação da tática política revisionista numa vasta escala, realmente nacional – deu-nos uma apreciação prática do revisionismo que o proletariado do mundo inteiro jamais esquecerá.

   O complemento natural das tendências econômicas e políticas do revisionismo era a sua atitude em relação ao objetivo final do movimento socialista. “O objetivo final não é nada, o movimento é tudo” - esta frase proverbial de Bernstein exprime a essência do revisionismo melhor do que muitas longas dissertações. A política revisionista consiste em determinar o seu comportamento em função das circunstâncias, em adaptar-se aos acontecimentos do dia, às viragens dos pequenos fatos políticos, em esquecer os interesses fundamentais do proletariado e os traços essenciais de todo o regime capitalista, de toda a evolução do capitalismo, em sacrificar estes interesses fundamentais em favor das vantagens reais ou supostas do momento. E da própria essência desta política se deduz, com toda a evidência, que pode tomar formas infinitamente variadas e que cada problema um pouco “novo”, cada viragem um pouco inesperada e imprevista dos acontecimentos – embora tal viragem só altere a linha fundamental do desenvolvimento em proporções mínimas e pelo prazo mais curto – dará sempre, inevitavelmente, origem a esta ou àquela variedade de revisionismo.

* Trecho do artigo "Marxismo e Revisionismo" de 1908.

** Vladimir Ilyich Ulianov: Revolucionário marxista, político comunista, principal dirigente e teórico do Partido Bolchevique, líder da Revolução de Outubro na Rússia, em 1917, a primeira revolução socialista vitoriosa no mundo, fundador da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Nascimento: 22 de abril de 1870, Ulianovsk, Rússia

Falecimento: 21 de janeiro de 1924, Gorki Leninskiye, Rússia

Notas:

¹ Partido Democrata-Constitucionalista ("cadetes"): principal partido da burguesia monárquica liberal na Rússia, foi formado em outubro de 1905. Faziam parte dele representantes da burguesia, dos latifundiários e dos intelectuais burgueses. Depois da vitória da Grande Revolução Socialista de Outubro os democratas-constitucionalistas mostraram-se inimigos irreconciliáveis do Poder Soviético, tomaram parte em todas as ações armadas contra-revolucionárias e campanhas dos intervencionistas.

² Millerandismo (ministerialismo): corrente oportunista na social-democracia, assim designada segundo o nome do socialista-reformista francês Millerand que, em 1899, entrou no governo burguês reacionário da França e apoiou a sua política antipopular.

08 setembro 2024

Entra eleição, sai eleição e tudo piora.

Coletivo Comunista Proletário


    A cada dois anos somos convocados a votar, mas entra eleição, sai eleição e tudo piora para a grande maioria do nosso povo. A mesma conversa fiada se repete, promessas de melhoria em todos os setores, educação, saúde, habitação, transportes e etc. Velhos e novos pilantras anunciando maravilhas.

Por que será que isso acontece? 

    O grande engano é que por trás de uma fachada democrática, onde em teoria "o poder emana do povo", a verdade é que o poder emana da minoria que controla o dinheiro, as grandes propriedades e as grandes empresas. E quem reúne tudo isso nas mãos é uma só classe social: a burguesia. É o que chamam de capitalismo, o sistema onde milhões trabalham para a riqueza e o poder ficarem concentrados nas mãos de poucos.

    Quando chega a época da eleição, o poder econômico dessa burguesia e os meios de comunicação que ela controla já martelaram durante muito tempo na cabeça do povo quais são as ideias, os partidos e candidatos a serem votados. São os pilantras que repetem as mesmas promessas para manter a grande massa da população iludida, acreditando que existe saída para os  problemas que enfrentamos sem por abaixo esse sistema político que garante o poder dos exploradores.

02 setembro 2024

Manifesto do Partido Comunista - 1848

Karl Marx e Friederich Engels





[...] A história de toda a sociedade até aqui é a história de lutas de classes.

Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, burgueses de corporação e oficial, em suma, opressores e oprimidos, estiveram em constante oposição uns aos outros, travaram uma luta ininterrupta, ora oculta ora aberta, uma luta que de cada vez acabou por uma reconfiguração revolucionária de toda a sociedade ou pelo declínio comum das classes em luta.

A moderna sociedade burguesa, saída do declínio da sociedade feudal, não aboliu as oposições de classes. Apenas pôs novas classes, novas condições de opressão, novas configurações de luta, no lugar das antigas.

A nossa época, a época da burguesia, distingue-se, contudo, por ter simplificado as oposições de classes. A sociedade toda cinde-se, cada vez mais, em dois grandes campos inimigos, em duas grandes classes que diretamente se enfrentam: burguesia e proletariado.

[…] Numa palavra, por toda a parte os comunistas apoiam todo o movimento revolucionário contra as situações sociais e políticas existentes.

Em todos estes movimentos põem em relevo a questão da propriedade, seja qual for a forma mais ou menos desenvolvida que ela possa ter assumido, como a questão fundamental do movimento.

Por fim, por toda a parte os comunistas trabalham na ligação e entendimento dos partidos democráticos de todos os países.

Os comunistas rejeitam dissimular as suas perspectivas e propósitos. Declaram abertamente que os seus fins só podem ser alcançados pelo derrubada violenta de toda a ordem social até aqui. Podem as classes dominantes tremer ante uma revolução comunista! Nela os proletários nada têm a perder a não ser as suas cadeias. Têm um mundo a ganhar.

Proletários de Todos os Países, Uni-vos!