Governo, congresso e judiciário são os denominados "três poderes" da democracia burguesa, são eles os responsáveis pelas medidas prejudiciais aos trabalhadores e, portanto, em favor da burguesia. Mais recentemente, foi o que ocorreu com as reformas da previdência e trabalhista, onde todas essas instituições estiveram envolvidas no sentido de fazer passar goela abaixo do povo a perda de direitos duramente conquistados, intensificando, a super exploração da classe trabalhadora.
Os sucessivos escândalos de corrupção, atingindo diretamente os "três poderes", minaram a imagem falsa que o oligopólio midiático passa dessas instituições. Não cansam de tratar os casos que vêm à tona como se fossem peças isoladas de um sistema, sem relacionar a verdadeira teia de interesses capitalistas por trás de todos eles. É através dos trâmites para as decisões governamentais, das leis no congresso e dos processos judiciais, que as diversas facções burguesas disputam entre elas a primazia dos seus interesses, não hesitando em utilizar seu método principal de convencimento: a corrupção.
As eleições, cada vez mais antidemocráticas, asseguram a partilha e alternância no controle das putrefatas instituições da democracia burguesa entre cinco ou seis partidos comprometidos com o poder de fato dos monopólios empresariais. Partidos e lideranças da extrema direita, direita, centro e esquerda, que apesar das suas diferenças no varejo da política, têm pleno acordo no essencial, a manutenção do poder burguês. Basta verificar, nesse aspecto, os programas dos candidatos da extrema-direita (Flávio Bolsonaro) e da esquerda (Lula), nenhum deles representa a mínima ameaça ao domínio da burguesia, muito pelo contrário, ambos se colocam como a melhor alternativa para garantir a estabilidade e o desenvolvimento capitalista.
Nessa conjuntura, a participação no processo eleitoral das organizações que se reivindicam revolucionárias acaba contribuindo para legitimar essa democracia de fachada. Não servindo em nada para fortalecer o saudável sentimento de desprezo e ódio das massas populares contra a república burguesa, muito menos para educá-las no caminho da luta pela sua emancipação, que somente será possível através da revolução proletária de caráter anticapitalista e socialista.
Boicotar às eleições!
Não compareça ou vote nulo!
Viva a revolução proletária anticapitalista e socialista!
Coletivo Comunista Proletário - 15/09/2026
