24 janeiro 2026

Saudamos o 22º Congresso do KKE*


Apresentamos um pequeno trecho das Teses do Comitê Central do KKE (Partido Comunista da Grécia) dirigidas ao seu 22º Congreso, que será realizado de 29 a 31 de janeiro de 2026.

Introdução                                                                                                   

Acolhemos o 22º Congresso do KKE com responsabilidade, orgulho e um otimismo combativo e realista pela justa causa da nossa luta, apresentando o nosso Programa por uma vida sem exploração ou guerras imperialistas, com dignidade e bem-estar social, como convém às necessidades atuais da classe trabalhadora, das outras forças populares e da juventude, como convém ao século XXI.

Há um ano, quando entrávamos na reta final rumo ao 22º Congresso, o Comitê Central do KKE submeteu prontamente resoluções para debate em todo o Partido, abordando os desdobramentos nas frentes da guerra imperialista e nossas tarefas, o curso da construção do Partido e do KNE (Juventude Comunista), o trabalho ideológico e político do Partido, o rumo do Rizospastis (revista do KKE) e as conclusões de nossas ações no âmbito do movimento operário e sindical e das lutas de nosso povo. Essas resoluções do Comitê Central foram essenciais para a preparação, para uma assimilação mais profunda das avaliações e conclusões críticas, a fim de melhor compreender as condições em que atuamos e cumprir o propósito da existência do Partido: como vanguarda ideológica e política, guiando a classe trabalhadora no cumprimento de sua missão histórica — a libertação da classe trabalhadora das correntes da exploração capitalista e a construção da nova sociedade socialista-comunista.

As teses publicadas do 22º Congresso destacam aspectos essenciais e incorporam o rico debate que o precedeu em diversas assembleias gerais das organizações de base do Partido na Grécia e no exterior. Através do debate pré-Congresso e dos trabalhos do próprio Congresso, esperamos que o nosso Partido dê mais um passo significativo e decisivo no desenvolvimento das suas características revolucionárias contemporâneas.

O tema central do 22º Congresso é o PARTIDO. O Partido, cujo funcionamento e estado de suas forças devem estar plena e rapidamente alinhados com seu programa e estatutos revolucionários, para que se torne verdadeiramente um "Partido que atua em todas as circunstâncias", um "Partido pronto para tudo", não como um slogan ou um objetivo geral, mas como um objetivo refletido em suas ações e contribuições diárias, despertando a consciência da classe trabalhadora e do povo, e liderando a luta do nosso povo pelo socialismo. A capacidade e a prontidão do nosso Partido estão relacionadas não apenas à sua preparação estratégica e programática, mas também à sua ação política e organizacional nas condições atuais, em uma unidade indissolúvel.

09 janeiro 2026

A CONJUNTURA INTERNACIONAL E NACIONAL E AS PERSPECTIVAS NA LUTA PELO SOCIALISMO!




A CONJUNTURA INTERNACIONAL E NACIONAL E AS PERSPECTIVAS NA LUTA PELO SOCIALISMO!

1 – O Encontro Comunista, cujos objetivos e princípios constam de documento anexo, dirige-se às forças políticas e militantes revolucionários, neste início de ano, no sentido de apresentar seu balanço da atual conjuntura internacional e nacional e as perspectivas em relação ao complexo ano que se inicia.

2 – A crise mundial do capitalismo continua sua trajetória iniciada por volta de 2008, dando sinais que tendem ao agravamento das contradições desse sistema, como o baixo patamar de taxa de lucro, a desaceleração da economia e o endividamento global. Uma das consequências mais dramáticas desse contexto geral de crise é o aumento da mais-valia, pelo fato do capital se empenhar cada vez mais na retirada de direitos e conquistas e no rebaixamento salarial, com a correspondente deterioração das condições de vida do proletariado.   

3 – Essa ofensiva é facilitada, na maioria dos países, pela decadência e degeneração política e ideológica dos partidos que se proclamam comunistas, o que se reflete no movimento sindical e popular. O reformismo e o revisionismo já são hegemônicos no Movimento Comunista Internacional, o que nos leva a contribuir, dentro de nossas possibilidades e com autonomia, para a reconstrução e o fortalecimento do campo revolucionário que resiste em seu interior. 

4 – Para garantir o êxito desta ofensiva, as burguesias nacionais tiram do seu armário suas armas mais eficientes para enfrentar a crise de acumulação do capital. Uma delas é o recurso a governos de extrema direita com características do fascismo, a criatura mais agressiva do capitalismo, que só será uma lembrança histórica quando seu criador for esmagado pelo proletariado.

5 – Entretanto, para se impor dominante nos dias de hoje, a ditadura do capital em muitos casos não precisa recorrer a golpes de estado, armados ou não, nem implantar assumidamente um regime fascista. A democracia burguesa tem sido o melhor instrumento para o exercício pleno de sua hegemonia, inclusive pela submissão dos governos de conciliação de classes, sempre favoráveis ao capital.

15 outubro 2025

Palestina. Declaração Conjunta das Organizações da Resistência

15/10/2025

Hamas, Jihad Islâmica Palestina e Frente Popular para a Libertação da Palestina: Rejeitamos veementemente qualquer tutela estrangeira sobre Gaza.



Ó nosso nobre povo palestino:

Em vista do anúncio da primeira fase do acordo para interromper e pôr fim à guerra de genocídio e das negociações maratonas que as organizações empreenderam para alcançar essa conquista nacional, as três organizações estendem uma saudação de honra e reverência às massas do nosso grande povo, especialmente ao nosso povo na Faixa de Gaza, que enfrentou os crimes sionistas mais atrozes com firmeza e determinação lendárias.

Saudamos também todos os mártires e prisioneiros, suas famílias, as famílias dos desaparecidos e todas as crianças, mães, jovens, idosos e pessoas deslocadas que permaneceram firmes em suas terras, apesar das tragédias, do genocídio, da fome, dos massacres, do sofrimento do deslocamento e das agonias de viver em meio à destruição dos elementos básicos da vida cotidiana. Afirmamos que sua firmeza é um símbolo vivo da vontade e da determinação inabalável do nosso povo, e a prova de que sua vontade é mais forte do que qualquer máquina sionista de destruição.

A resiliência dos combatentes da resistência e de todo o nosso povo, incluindo equipes médicas, de ambulância e de defesa civil, jornalistas, deslocados e outros, frustrou os planos de deslocamento e desenraizamento e registrou uma lição imortal de firmeza e desafio que permanecerá gravada nas páginas mais brilhantes da história palestina. As cenas de tirar o fôlego dos nossos deslocados retornando à Cidade de Gaza e as aglomerações em suas ruas, acampamentos e becos destruídos são nada menos que a personificação da vontade de um povo que rejeita a migração forçada e insiste em retornar e viver em sua terra, apesar da imensa destruição.